Por Rogerio Ruschel, com a Agência Estadual de Notícias do Paraná
Bituruna construiu ao longo de décadas uma relação muito forte com o cultivo da uva e a produção de vinhos. Essa tradição se tornou parte da identidade do município e ganhou reconhecimento oficial, quando Bituruna recebeu o título de Capital Paranaense do Vinho, por meio da Lei Estadual nº 20.241, de 18 de junho de 2020.
A história da vitivinicultura local está diretamente ligada às famílias de descendência italiana que se estabeleceram na região e mantiveram o cultivo de videiras, a produção artesanal e os conhecimentos transmitidos entre gerações.
Mais do que uma atividade produtiva, o vinho passou a representar cultura, memória e pertencimento.
A conquista da Indicação Geográfica
Em 2022, Bituruna alcançou um reconhecimento ainda mais específico: a Indicação Geográfica dos Vinhos de Bituruna, na modalidade Indicação de Procedência.
O registro foi concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial, o INPI, e reconhece oficialmente Bituruna como uma região tradicionalmente conhecida pela produção de vinhos.
A área protegida corresponde ao território do município.
Para utilizar a Indicação Geográfica, os produtores devem seguir critérios relacionados à origem da matéria-prima, elaboração, controle de qualidade, rastreabilidade e características específicas dos produtos.
Entre as variedades tradicionais estão a Bordô, utilizada nos vinhos tintos, e a Martha, conhecida localmente como Casca Dura, presente na elaboração dos vinhos brancos.
O que esse reconhecimento representa?
A Indicação Geográfica não é apenas um selo.
Ela protege o nome de Bituruna, valoriza os produtores locais e cria novas oportunidades para toda a cadeia ligada à produção de uvas e vinhos.
Também contribui para:
Fortalecer a identidade regional;
Agregar valor aos produtos;
Incentivar a qualidade;
Ampliar o turismo;
Valorizar as famílias produtoras;
Estimular a gastronomia e o comércio local;
Divulgar Bituruna em outras regiões do Brasil.
O título de Capital Paranaense do Vinho e a Indicação Geográfica trabalham de forma complementar: um reconhece a importância cultural e histórica do vinho para o município, enquanto o outro protege tecnicamente sua procedência.
Para quem visita Bituruna, essa história pode ser conhecida de perto por meio das vinícolas, propriedades rurais, gastronomia, eventos e experiências ligadas à Rota do Vinho.
Em Bituruna, o vinho não é apenas uma bebida. É uma história contada de geração em geração.


